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terça-feira, 10 de abril de 2012

Pinhão é vendido, mesmo com proibição

Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Josué Teixeira/ Gazeta do Povo / Pinhão é comercializado irregularmente também em rodoviasPinhão é comercializado irregularmente também em rodovias
Restrito para a venda até o dia 15, por questões ambientais, alimento é comercializado ilegalmente
Publicado em 10/04/2012 | RAPHAEL MARCHIORI E JOÃO CARLOS FADINO, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO
“Cuidado, pode conter fungos” ou “ainda verde e amargo”. Esses são alguns avisos que poderiam acompanhar o pinhão vendido nas ruas e mercados do Paraná na primeira quinzena deste mês. Mesmo com colheita e comercialização proibidas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) – para garantir a reprodução da araucária em abril e junho –, a reportagem da Gazeta do Povo flagrou a venda do tradicional alimento. Especialistas consideram o pinhão vendido nesta época do ano impróprio para o consumo.
Órgão vinculado à Se­­cretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do go­­verno do Paraná, o IAP publicou no último dia 3 portaria que permite o comércio do pinhão somente a partir do próximo dia 15. Até lá, a colheita, o transporte, o depósito e o comércio do fruto estão oficialmente proibidos.
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Restrição é inócua, segundo especialistas
Além de ser desrespeitada, a proibição instituída pelo IAP é ineficaz no seu objetivo de preservar o período de reprodução das araucárias. “Em 60 anos a ameaça de extinção deve aumentar sensivelmente, pois o replantio não suplanta as mortes naturais”, diz Flávio Zanette, professor da UFPR especialista na espécie. Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS, vê a medida com restrições. “Precisamos de um esforço de fiscalização para saber de onde vem esse pinhão e de um controle mais rígido sobre a quantidade que pode ser retirada de cada área.”
Na prática, porém, o pinhão é facilmente encontrado em bancas de frutas ou mercados de Curitiba. Os próprios vendedores do produto admitem que o fruto vendido nesta época do ano não é adequado para consumo. “Eles estão com as pontas esverdeadas, sinal que foram colhidos antes do amadurecimento”, disse um comerciante que preferiu não se identificar. Outros dois ainda revelaram a origem do produto: Quitandinha, Região Metropolitana de Curitiba, e Minas Gerais.
Nenhum dos três vendedores abordados pela reportagem alegou estar informado da proibição. “O IAP só se incomoda quando o pinhão está verde, senão eles não falam nada”, afirmou uma atendente que vendia o fruto fora de época.
Especialistas no cultivo de araucárias desaconselham o consumo do pinhão na forma em que ele está sendo comercializado. “Eles [pinhões verdes] podem carregar fungos patogênicos e colocar em risco a saúde humana”, afirmou Flávio Zanette, professor da pós-graduação em produção vegetal da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Apesar de discordar sobre os riscos à saúde, Clóvis Borges, diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), considera o produto ainda verde impróprio para o consumo pelo paladar. “Seria recomendável boicotá-lo”, argumenta.
Segundo o IAP, a fiscalização pode ser realizada pela Polícia Militar, Ibama e outros órgãos, mas o presidente do instituto faz um apelo à população. “É importante que as pessoas denunciem quando perceberem irregularidades, pois é difícil a fiscalizar todo o estado”, diz Mossato Pinto.

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